quinta-feira, março 03, 2005

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Ouço no luar vago da noite,
os murmúrios de uma cascata em flor,
Peço ao pássaro nocturno que me conte
Como nunca sentir tamanha dor

Na luz que o escuro da vida esconde,
Procuro eternamente saber quem sou.
As montanhas sussurram quando e onde,
o meu amor que partiu e não voltou,
se escondeu do bater do meu coração
Para sempre abrindo mão de uma canção,
entoada pelo mais fiel visconde...

Peço ao sol que cante em sua mente,
e ao ar que o faça entender:
O meu ser inteiramente pressente
que jamais o irei esquecer
A falta que o seu viver me faz
É como o sangue que nas veias me corre para trás
e um dia me fará morrer...

Volta! meu amor, volta para mim...
Deixa-me levar-te a visitar
um mundo cheio de beleza sem fim
e, na manhã, junto a ti acordar...

Coimbra, 13 de Maio de 2003


Cattleya walleriana "Boss"
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2 Comments:

Blogger Antaress said...

... sempre soubeste escrever. Prosa correcta, mas poesia!?!?! Espanto para a proud mommy. Gostei. Um dia publicas um livro? Beijos pinxeja

11:56 da tarde  
Blogger Viandante said...

Eu sempre soube que a poesia não era o meu forte.
Mas por acaso até concordo com a tua proud mommy

Continua piquena

Kisses e parênteses rectos (aliás... direitos... )

3:55 da manhã  

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